Coworking por @sdsantos

Um novo conceito de espaço de trabalho e uma nova cultura de trabalho.
Com o aumento do número de freelancers e de pequenas startups, surgiu uma nova necessidade em termos de espaços de trabalho. Cada vez mais o portátil é a única ferramenta destas empresas, mas trabalhar a partir de casa não é uma alternativa desejável. Criou-se então o conceito de coworking, baseado na partilha do mesmo espaço por freelancers e startups.
Mas a partilha apenas do espaço não é novidade e neste caso a redução de custos não é a única vantagem. Do artigo They’re Working on Their Own, Just Side by Side do New York Times:
“We could get our own office with 800 square feet and spend the same money,” Mr. Messina said, “or we can be here, and have a space where people can come and work and have meet-ups that serve the community, and it gives us the opportunity to meet some fascinating people.”
O efeito de sinergia aqui é o elemento principal. Colaborações entre empresas surgem espontâneamente. O espaço em si torna-se uma desculpa para a realização de pequenos eventos como sessões de brainstorm ou unconferences.
Coworking também traz as suas desvantagens e não funciona para todas as pessoas. No entanto, a nova geração de empreendedores cada vez mais possui a mentalidade aberta e a cultura correcta para este tipo de espaços funcionar.
Já existem espaços de coworking espalhados por todo o mundo. Entre os mais famosos encontram-se o Hat Factory e o Citizen Space, ambos em São Francisco, nos Estados Unidos. Um preço mensal por secretária é o modelo mais comum para quem pretende usufruir de um espaço destes, mas vários permitem visitas pontuais para um pouco de coworking (sem custos).
in ineo.pt
Notícias sobre este tema
Sistema Territorial
Fri, Feb 19 2010 07:22
| Hardware Territorial
| Permalink
A Europa Comunitária realizou nos últimos 20 anos elevados investimentos em Hardware Territorial - Hospitais; infra-estruturas de transporte; Universidades; Equipamentos Desportivos e Culturais - com o objectivo de apetrechar esses territórios de boas condições de vida para as suas populações.
Mas para que esses equipamentos façam sentido é necessário que existam pessoas que os habitem, que utilizem esses equipamentos e que os mesmos sejam explorados para o desenvolvimento das suas actividades profissionais valorizando a cadeia de valor em que participam.
E isso nem sempre acontece, apenas e só, porque não existem actividades económicas que sejam capazes de os dinamizar.
Para que serve então um pavilhão multiusos sem eventos? Ou um núcleo empresarial sem empresas? Ou mesmo uma estrada sem carros?
E este é o momento em que nos encontramos em muitas regiões europeias: Capacitá-mo-las com esse Hardware Territorial mas ainda não desenvolvemos o Software Territorial que permita a essas regiões de criarem valor, emprego, em suma, de criarem vida!
Conceito de Frederico Lucas com a colaboração de Alexandre Ferraz e Ana Linhares
Mas para que esses equipamentos façam sentido é necessário que existam pessoas que os habitem, que utilizem esses equipamentos e que os mesmos sejam explorados para o desenvolvimento das suas actividades profissionais valorizando a cadeia de valor em que participam.
E isso nem sempre acontece, apenas e só, porque não existem actividades económicas que sejam capazes de os dinamizar.
Para que serve então um pavilhão multiusos sem eventos? Ou um núcleo empresarial sem empresas? Ou mesmo uma estrada sem carros?
E este é o momento em que nos encontramos em muitas regiões europeias: Capacitá-mo-las com esse Hardware Territorial mas ainda não desenvolvemos o Software Territorial que permita a essas regiões de criarem valor, emprego, em suma, de criarem vida!
Conceito de Frederico Lucas com a colaboração de Alexandre Ferraz e Ana Linhares
Economia DNS
Fri, Feb 19 2010 01:46
| Economia DNS
| Permalink
Já lhe chamaram “Nova Economia” e os economistas não gostaram!
Concordemos que dizia muito pouco sobre esta era da “revolução digital”.
A actividade económica corre hoje em bits. Os serviços desmaterializaram-se e cada um de nós contribui directamente para essa massa informativa.
O contacto passou a operar-se por mail, e isso possibilita que os trabalhadores possam desenvolver a sua actividade a partir do ponto que mais lhes convier.
A substituição dos Edifícios-Sede em endereços WEB veio decompor e desmaterializar as organizações.
Nenhum de nós saberá localizar geograficamente o Plano Tecnológico, a Nespresso ou a Brother mas o endereço web ocorre-nos instantaneamente se delas necessitarmos.
Este processo traz uma renovada competitividade aos territórios que reúnem melhores condições de vida, permitindo a estes um reposicionamento estratégico para a angariação de empreendedores e de recursos humanos qualificados. É uma realidade para o qual o marketing territorial não estava desperto devido ao foco na temática do turismo.
A atractividade de um território deve sem dúvida ser capitalizada, mas a aposta numa actividade sazonal, extremamente exigente em termos de organização do produto, tem apresentado resultados pouco entusiasmantes. Ao invés, os territórios de baixa densidade possuem o potencial ideal para competir no distinto mercado do trabalho global: Investindo em tecnologias da comunicação de excelência podem cativar novos residentes, isto é, uma aposta na sustentabilidade dos territórios.
O perfil das famílias dispostas a migrarem para territórios de baixa densidade são altamente desejáveis. Pelos hábitos de consumo, pelas dinâmicas e ritmos de desempenho profissional, pela cultura de cidadania.
A economia evolui a grande velocidade. Só há uma forma de a acompanhar, é sermos actores desta economia cada vez mais colaborativa.
A internet passa a concentrar as transacções que permitem o desenvolvimento das empresas: troca de ideias, serviços, fornecedores, clientes e pagamentos.
O posicionamento dos territórios de baixa densidade face à oportunidade de repovoamento será crucial: é possível querer mais do que turismo, é possível captar novos residentes e inverter um ciclo de despovoamento que só não afecta as grandes cidades. Este é um cenário emergente. Apenas para territórios mobilizados.
Conceito de Frederico Lucas com a colaboração de Alexandre Ferraz e Ana Linhares
Concordemos que dizia muito pouco sobre esta era da “revolução digital”.
A actividade económica corre hoje em bits. Os serviços desmaterializaram-se e cada um de nós contribui directamente para essa massa informativa.
O contacto passou a operar-se por mail, e isso possibilita que os trabalhadores possam desenvolver a sua actividade a partir do ponto que mais lhes convier.
A substituição dos Edifícios-Sede em endereços WEB veio decompor e desmaterializar as organizações.
Nenhum de nós saberá localizar geograficamente o Plano Tecnológico, a Nespresso ou a Brother mas o endereço web ocorre-nos instantaneamente se delas necessitarmos.
Este processo traz uma renovada competitividade aos territórios que reúnem melhores condições de vida, permitindo a estes um reposicionamento estratégico para a angariação de empreendedores e de recursos humanos qualificados. É uma realidade para o qual o marketing territorial não estava desperto devido ao foco na temática do turismo.
A atractividade de um território deve sem dúvida ser capitalizada, mas a aposta numa actividade sazonal, extremamente exigente em termos de organização do produto, tem apresentado resultados pouco entusiasmantes. Ao invés, os territórios de baixa densidade possuem o potencial ideal para competir no distinto mercado do trabalho global: Investindo em tecnologias da comunicação de excelência podem cativar novos residentes, isto é, uma aposta na sustentabilidade dos territórios.
O perfil das famílias dispostas a migrarem para territórios de baixa densidade são altamente desejáveis. Pelos hábitos de consumo, pelas dinâmicas e ritmos de desempenho profissional, pela cultura de cidadania.
A economia evolui a grande velocidade. Só há uma forma de a acompanhar, é sermos actores desta economia cada vez mais colaborativa.
A internet passa a concentrar as transacções que permitem o desenvolvimento das empresas: troca de ideias, serviços, fornecedores, clientes e pagamentos.
O posicionamento dos territórios de baixa densidade face à oportunidade de repovoamento será crucial: é possível querer mais do que turismo, é possível captar novos residentes e inverter um ciclo de despovoamento que só não afecta as grandes cidades. Este é um cenário emergente. Apenas para territórios mobilizados.
Conceito de Frederico Lucas com a colaboração de Alexandre Ferraz e Ana Linhares

